sexta-feira, 28 de junho de 2024

Praça do Campo Limpo ganha espaço de Brincar e Conviver


Neste sábado (dia 29), praça do Campo limpo, localizada no endereço R. Aroldo de Azevedo – 100, na Zona Sul de São Paulo, recebe o novo Espaço de Brincar e Conviver

O espaço foi desenvolvido através das articulações e parcerias da @agsolanotrindade e @organicamenterango, @ere_lab, @coop_ere

O evento é aberto e gratuito e contará com a apresentação @maracatuourodocongo com produção e transmissão realizada pela @radiomixtura.


O evento terá inicio às 10h e seu encerramento será às13h.

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Parabenizamos e agradecemos Mestre Aderbal Ashogun pelo seu aniversário

Mestre Aderbal de Ashogun, fez aniversário no último dia 27/06. Ele utiliza dos saberes e tecnologias ancestrais das matrizes africanas e das raízes do candomblé a arte plástica e as pesquisas acadêmicas como ferramentas de combate as mudanças climáticas e as descriminações religiosas.

O mais novo de quatro irmãos, o mestre de cultura tradicional premiado pelo IPHAN (Instituto do Património Histórico Artístico Nacional), artista plástico, professor, músico e produtor cultural, carrega e dá continuidade aos ensinamentos de sua mãe, Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Yemanjá, escritora, militante e ativista que fundou a Rede Afroambiental em 1992. Naquela época, ela também representou os Povos de Terreiro ao discursar na Eco-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, evento realizado no Rio de Janeiro que completou 30 anos em 2022.

“Eu ouvi o discurso do Fidel Castro e aquilo mudou minha vida, em que ele fala que o homem é uma espécie biológica que se encontra em risco e tinha que agir para que acabe a fome e não o homem”, afirma ao apontar o discurso do então presidente cubano que atrelava à colonização de países periféricos como uma das principais causas da pobreza global. Ele afirma que “chamar o candomblé de religião é muito pouco para nós. Minha mãe usou esse sincretismo religioso para sobreviver, mas para mim, chamar de religião é dizer ‘quero ser colonizado’, só que eu não sou isso”, aponta. “A espiritualidade que a gente vive é conhecimento.”

 A presença das ancestralidades africanas e as figuras femininas na sua vida foram grandes influências. “Eu fui criado por uma mãe que lutou pelo direito das mulheres, que ensinava para a gente tudo que era arte, não importava se você era menino ou menina, tinha que fazer tudo”, afirma. “A gente cantava, tocava, dançava, preparava a comida dos santos, e foi essa formação que me deu base como artista plástico, como mestre de cultura tradicional, como intelectual do povo para questionar a academia.”

Ele criou o Programa Oku Abo, que significa Espaço Sagrado na língua iorubá, que promove esses cursos e vivências de práticas e costumes tradicionais de herança africana. Onde ele passou a pesquisar como manter a cultura tradicional e um programa ambiental, com a finalidade de observar como as oferendas impactavam a natureza. A iniciativa foi premiada pelo Iphan em 2014, e propõe formas de realizar as oferendas reduzindo os efeitos no meio ambiente, como, por exemplo, destinar as sobras de alimentos para a compostagem, a fim de produzir adubo orgânico, e utilizar materiais biodegradáveis. “Se a natureza morre, nós também morremos”, aponta em entrevista ao veículo Ponte Jornalismo.

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Parabenizamos e agradecemos nosso amigo Sérgio Vaz pelos seus 60 anos

Em parabenização ao aniversário ao poeta e escritor Sérgio Vaz que aconteceu no dia 26/06, a Rádio Mixtura, traz um breve relato sobre sua trajetória em pról da cultura periférica e a difusão da importância das imersões, consumos e produções literárias de identidades próprias paras as quebradas.

Nascido em Minas Gerais, Sérgio Vaz se mudou com a família para São Paulo aos 5 anos de idade para Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. 

Em 2001, Vaz fundou a Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa). Ele também foi um dos criadores do Sarau da Cooperifa, (atualmente está em recesso), que em cada edição reuniu cerca de 400 pessoas no bairro do Jardim Guarujá no bar do Zé Batidão, na Zona Sul de São Paulo, para ler e criar poesia.

Na Cooperifa, ele e outros poetas declamam suas poesias. Com mais de 800 edições realizadas, muitos poetas e escritores da cena da literatura independente já lançaram suas obras na Cooperifa, que durante algum tempo, premiou os frequentadores com o troféu Dom Quixote.

O movimento se espalhou pela cidade e influenciou dezenas de outros saraus que começaram a surgir e a ocupar bares e espaços públicos onde trabalhadores de todas as quebradas se encontram para declamar poesia.

Sérgio Vaz é autor de 10 livros: “Subindo a ladeira mora a noite” (1988), escrito com Adrianne Muciolo, “A margem do vento” (1991), “Pensamentos vadios” (1994), “A poesia dos deuses inferiores” (2004), “Colecionador de pedras” (2006), “Cooperifa – Antropofagia Periférica” (2008), “Literatura Pão e Poesia” (2011), “Flores de alvenaria” (2016), “Oração dos Desesperados” (2016) e “Flores da batalha” (2023).
Sérgio Vaz já recebeu os prêmios Unicef (2007), Orilaxé (2010), Trip, Transformadores (2011), Governador de São Paulo, nas categorias Inclusão Cultural e Destaque Cultural (2011), Heróis invisíveis e Hutúz. Em 2009, foi eleito pela revista Época uma das cem pessoas mais influentes do Brasil.

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